PCP cede obras <br>de Magalhães Vilhena
O PCP doou, no dia 13, à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa as obras que integravam a biblioteca pessoal de Vasco Magalhães Vilhena. A preservação e divulgação de tão importante acervo cultural estão asseguradas.
Espólio de inegável valor cultural e científico
Pertença do Partido por testamento, o espólio doado, de inegável valor cultural e científico, é composto por mais de 11 mil volumes, abarcando várias áreas do saber, com particular incidência nas áreas do pensamento marxista e da filosofia antiga e moderna.
Magalhães Vilhena, membro do PCP, filósofo, homem de ciência que a si próprio se definia como «historiador social das ideias», participou em muitos eventos científicos em vários países, legou-nos um vasto número de trabalhos – alguns editados postumamente nas áreas da filosofia, do pensamento marxista e da cultura portuguesa, internacionalmente reconhecidas.
Em 1945 foi expulso da Universidade de Coimbra, onde era assistente, por razões políticas e proibido de leccionar. Exilado em Paris, tornou-se professor e investigador na Sorbonne, foi investigador do Centre National de Recherche Scientifique (Paris), colaborador do Centre de Recherches sur la Pensée Antique e, entre outros, do Centre d`Études Sociológiques.
Regressado a Portugal depois do 25 de Abril, ingressou na Faculdade Letras da Universidade de Lisboa, onde foi professor catedrático de 1975 a 1985, data em que se aposentou.
Vasco Magalhães Vilhena tornou-se membro da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e do PCP ainda nos finais dos anos trinta do século XX, qualidade que manteve até à morte ocorrida em 1993. Fez parte do núcleo de intelectuais que desempenham papel de grande relevo na difusão do pensamento marxista em Portugal e na ligação do Partido à intelectualidade, nomeadamente com a reorganização de 40/41.